martedì, maggio 25

[saudades mamita]

Existe esse fogo eterno, esse fogo antigo, que movimenta as máquinas até que elas parem, mas que continua infinito.
Um simples sopro do destino e a chama pula de um para outro pavio, mudando da vela o portador. É como se as mãos novas e finas de um menino se tornassem mãos grossas e sábias do criador. É nesse momento que tudo que houve em uma vida se torna novidade no coração de um novo caminhante, onde os passos mudam nesse instante para seguir e avançar os de seu próprio professor.

Claro que como chama, a mudança queima os dedos e causa sua fatia de dor, os nervos que formigam em ritmos de faísca pelo rosto transtornado de saudade do que passou. Mas essa mesma saudade, em forma de lágrimas, inaugura abaixo dos olhos novos canais, novos caminhos e novos sinais, renovando em nossos rostos o que existia nos retratos mais recentes de nossos pais.
É a tocha que passa a outras mãos, a vela que acende um novo quarto em nosso próprio coração.

Por isso, olhem o jardim onde as crianças brincam, com sua inocência coberta de sujeira e suas risadas límpidas. O futuro está nos balanços vazios, no sobe-desce onde um solitário menino espera com rostinho ansioso o seu par, onde em uma caixa de areia o vento sopra na roda um novo lugar.

Existe o fogo, e é nosso dever o continuar.

*

Se pudéssemos falar com ela hoje,
com certeza ela diria:

Vamos rir, trabalhar, jogar bingo,
nos unir e prosperar, sempre com
muito amor e fé no coração.

Da mesma forma desejamos a ela,
que foi tão especial e inesquecível que:

Prospere, seja feliz, ame muito e
receba muito amor dos que
também já foram e, agora estão
se unindo.

Que Deus Abençoe a todos.

por juliana pelegrini às (23:34)
Diz aí:
diga aqui também...



domenica, maggio 9

tempo de mudanças...

porque mudar nem sempre tem que ser doloroso.
e nem complicado.
e porque para tudo se dá jeito.

*

vou me ausentar por algum tempo. será breve, assim planejo.
sintam-se todos abraçados.

por juliana pelegrini às (19:12)
Diz aí:
diga aqui também...



mercoledì, maggio 5

[a caixa de sonhos]

quando menina, ela escrevia sem parar. tinha mania de colocar seus desejos e sonhos em papel. sempre tivera esse hábito. escrevia em papéis perfumados, usava canetas coloridas. lia, relia, e antes de colocá-los na velha caixa de sapatos, dava um beijo no papel (prá dar sorte, dizia).

e assim seguia a menina, vivendo sua vidinha, acreditando em seu íntimo que aquelas palavras depositadas na caixinha se tornariam realidade. a sua realidade.

hoje, sem querer, lembrou-se dela. como era mesmo? por onde andaria sua velha caixa de sonhos? procurou, procurou muito, como se fosse a coisa mais importante naquele momento. encontrou-a num velho baú, surrada, quase fazendo revelar seu precioso conteúdo. sentiu o coração bater descompassado, era como se sua vida inteira dependesse do que havia na caixa.

lembrava vagamente das palavras. foi então retirando os pequenos papéis, um a um. não havia mais o perfume, a tinta estava fosca e falhada, mas reconhecia neles sua letra, cheia de capricho, como quem ouvesse escrito o livro da vida.

ao abrir o primeiro, seus olhos se encheram d´água, dizia: "quando eu crescer, quero ser bailarina". não, não era isso em que havia se tornado, seu trabalho não exigia dela a beleza do corpo nem a delizadeza dos gestos. seu trabalho somente exigia que fosse conivente com as vontades alheias. estufou o peito, encheu-se de coragem, e pegou o papel seguinte. nele estava escrito: "quero casar com 19 anos e ter filhos, muitos filhos. quero uma casa com varanda e uma cerca branquinha. quero, quero..." aquelas palavras tocaram seu coração, e sem perceber, a moça forte e cheia de si estava tal qual uma garotinha, encolhida em seu quarto, chorando um choro abafado e cheio de mágoa. chorou, sentiu pena de si mesma, e decidiu então rasgar os papéis. não queria mais saber que não realizara nada daquilo que sonhou um dia.

de súbito, olhou para trás e viu fotos. fotos de sua família, de pessoas e amigos que amava. viu suas crianças de coração (e são tantas), e sentiu uma paz que há muito não sentia. compreendera enfim, que a vida nem sempre nos leva pelos caminhos que desejamos. nem sempre nos tornamos o que queremos. mas sentia-se feliz por ter se tornado a mulher que estava agora diante dela. sua imagem refletida no espelho era a imagem de uma mulher que ama, que chora, que luta, e que, acima de tudo, vive a vida da maneira que lhe é oferecida.
*
os sonhos dos papéis?
ah, hoje ela entende que só depende dela mesma. que não basta somente escrever, desejar, mesmo que seja com toda força do coração. é preciso mais do que simples desejo, é preciso ir à luta. e é o que ela faz agora. corre atrás dos sonhos de criança com a determinação de uma mulher.
(03.06.2003)

*
porque a caixa de sonhos hoje se encontra cheia, cheia...
e porque como diz meu pequeno: "a vida é boa tia jui"

por juliana pelegrini às (21:28)
Diz aí:
diga aqui também...



lunedì, maggio 3

[ perguntas ]

ontem a noite ela disse sim à pergunta que docemente saíra de sua boca. desde sempre, teve certeza de que era isso que seu coração ansiava. apesar de haver desistido do sonho outrora, o som mágico daquelas palavras a fizeram desejar novamente.
já tinha dito que sim tantas outras vezes, mas essa havia sido diferente. essa tocara seu coração tão profunda e ternamente que, de sua janela embaçada, podia-se perceber com clareza que as lágrimas teimavam em lamber-lhe a face. era a certeza de que não estaria mais só. a confirmação do que há muito sabia. diria sim quantas vezes fosse perguntada. diria sim no dia em que se tornaria sua para sempre...

por juliana pelegrini às (10:53)
Diz aí:
diga aqui também...







||| That´s me...

Eu sou: chata
Me magoa: palavras duras
Eu amo: coca cola, pileque leve, beijo na boca e cafuné
Eu quero: v o c ê
Eu odeio: a vida como ela é... (realidade)
Eu choro: um monte
Eu temo: que a gente deixe passar as oportunidades...
Eu espero: acontecimentos...
Eu gasto: compulsivamente
Eu falo: muito pouco (teclo melhor do que falo)
Eu quebro: minhas unhas (sempre)
Eu lembro: de tudo. Eu não esqueço nada.
Eu durmo : e sonho com você
Eu escondo: que tenho medos...
Eu dirijo: minha frustração...
Eu queimo: calorias, neurônios
Eu respiro: vida...
Sinto saudades: de como você era
Eu sei: quase nada
Eu sonho: exagerada e loucamente
Eu morro: de amor
Estou ouvindo: maxwell, enya, leann rymes, luna, norah jones, pedro mariano (amo), djavan (amo tb)
Amanhã eu vou: viver (de verdade...)
Vou falar com: alguém
Vou beijar: v o c ê
Icq: 176492568







Meu humor atual - i*Eu!




icq 176492568










Cardiotopia
Zel
Vaquinha Eugênia
Conto de Réis
4-Track
Ornithorhynchus
Eu e o Poeta
O Mutante
Walkwoman
The Club of the Windy Hearts
Mario e Adri

Megeras Magérrimas
Spectorama
Zazoeira
Lacite
Eu te amo blog
Não Discuto
Vinte e Poucos
Rumo ao Nada
moidsch
Inspira|Expira
Drops da Fal!

Papel de Pão
Pó de Estrada
Interloquio
Lua cheia
Enfant-de-Fleur
Lana
Carambolices
DDD
Norbies
Menina do Sótão
Palavras Mal Ditas

Tudo vai ser Diferente
DANI, EU. DANI, ELLA.
Alexandre Soares Silva
Afrodite sem Olimpo
Copy-Paste
Placebos
Cabeza Marginal
Garota Marota
Josephine
Pensar Enlouquece
Alê Felix
Epinion









||| Meu Passado




Não, meu coração
não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
Por isso freqüento os jornais, me exponho
cruamente nas livrarias:
Preciso de todos.



por onde anda o coração


on-line