fazia tempo que não me sentia assim...
como se as coisas voltassem a ter sentido, como se redescobrisse o meu lugar.
muito tempo se passou desde que decidi mudar minha vida. que iria ser feliz, que deixaria de viver em função dos outros.
desde então muita coisa aconteceu. vivia um relacionamento de 12 anos, que já era mais amizade do que qualquer outra coisa, e tive coragem de sair dele. bom prá mim, melhor prá ele...rs
hoje ainda trabalhamos juntos, somos amigos, daqueles que até ajudam a escolher o presente da nova namorada...rs
mas continuando, nesse tempo muita coisa boa aconteceu, e coisas não boas idem.
conheci o amore, e com ele voltei a sentir. fiz alguns amigos, herdei outros dele. a família cresceu, e essa semana cresce mais um tiquinho com a chegada da pequena maria eduarda, minha sobrinha. minha mamis foi morar com os anjos, assim, sem nem dizer adeus. senti demais, mas como fui preparada pela vida, engatei a primeira, e segui em frente. os negócios não andaram lá muito bem, trabalhei de dia, trabalhei de noite, e o tempo me mostrou que existem coisas mais importantes do que o metal.
isso aconteceu quando meu avô adoeceu, quando "aquela doença-que-ninguém-gosta-de-falar" resolveu dar o ar da graça e nos mostrar o quão frágil nós somos, e quanto tempo perdemos com bobagens.
hoje, eu que me sentia só e que tinha pena de mim mesma, descobri que é justamente isso que me torna quem sou.
sou uma mulher que sonha, que sofre e que ama. apenas mais uma...
quem me lê e me conhece, sabe que todas as palavras lançadas aqui foram uma forma de desabafo. pelas metáforas pude me contar,nas entrelinhas eu derrubava as lágrimas que ninguém podia ver, e em cada encontro com pessoas que por aqui passavam, eu ganhava forças para mudar. o caderno de notas que a gente costuma ter aos 15, vim fazer aos 20 e poucos...rs
acho que justamente por isso andei sumida daqui, estava longe, vivendo...
e valeu. por tudo e por todos que passaram e entraram em minha vida.
hoje me sinto em paz, repleta de gratidão, pelas pessoas, pelo amor.
era isso, eu precisava contar, dividir.
sintam-se todos acarinhados por mim. a gente se esbarra...