venerdì, febbraio 27

[life for rent]

estava de volta, e não mais sabia como conviver com isso. tudo continuava exatamente como havia deixado. era inútil tentar escapar. somente lhe era permitido o esquecimento. por alguns breves momentos, achava que poderia superar. vez por outra sentia-se forte e renovada. mas havia ainda o outro lado. a vida real, que não a deixara nem por um minuto. tolice pensar que poderia esquecer. lá continuavam todos os seus tormentos, tudo o que não a deixava dormir; e ao mesmo tempo, tudo que a fazia, pela primeira vez, ter vontade de não mais acordar. estava de volta, e essa era sua única certeza...

por juliana pelegrini às (18:43)
Diz aí:
diga aqui também...



venerdì, febbraio 20



...so let me tell you
again and again and again.
I love you now and forever.


por juliana pelegrini às (16:42)
Diz aí:
diga aqui também...



lunedì, febbraio 16

[cry for help]

venho de uma família de maioria mulheres. mulheres fortes, pode-se assim dizer.
meu avô, homem rígido e ao mesmo tempo dono de um coração mole que só vendo, sempre desejou ter um filho homem, para que pudesse ser seu sucessor, a continuação de algo que só a ele cabia explicar.
pois bem, quis o destino que ele tivesse três mulheres. irmãs corsa, como eram conhecidas. três mulheres que valiam bem por uma dezenas de homens. não falo isso somente por ser minha mãe uma delas. falo isso porque era realmente assim. foram, e continuam sendo mulheres que viveram e vivem até hoje lutando pelo dia de amanhã.
e assim eu cresci. cercada por lições de honra e tradição. de amor e gratidão. descesdente de um povo que não se deixa dobrar, que acredita que seus ancestrais são a causa nobre de estarem, se serem.
meu trisavô, descobri há pouco tempo, foi um tipo de samurai do império, ou coisa parecida. seu filho, meu bisavô, foi um homem que, em sua infância, possuía empregados até mesmo para se limpar. como sempre, a história se repete. um irmão mais ganancioso acaba com tudo, e a este só resta batalhar para criar seus filhos. mesmo com os percalços, meu bisavô ainda encontrava tempo para ser um exímio lutador de kendô.
e foi assim que as mulheres desta família se tornaram guerreiras, e aprenderam a ser fortes. senão por elas, mas pelos seus.
e é assim ainda nos dias de hoje. minha bisavó nos ensinou sobre a honra, sobre a importância de nossos antepassados, e a não deixar antigas tradições serem esquecidas. assim como o velho hotokessan da família um dia será meu, desde muito cedo me foi incutida a responsabilidade de olhar pelos outros, de cuidar. me foram passadas lições de muita valia, mas não me foi ensinado o principal, não aprendi a pedir ajuda...

[o Ballet Shogun, ao meu avô - de Ivonice Satie - uma dessas mulheres...]

por juliana pelegrini às (19:48)
Diz aí:
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martedì, febbraio 10

recomeço

abriu os olhos e pôde ver que o dia lhe sorria. apesar de ser uma manhã cinza e úmida, sentia-se renovada. conseguira dormir por uma noite inteira. conseguira sonhar novamente. percebeu que sua fé havia voltado. apesar de tudo, era do que sentia mais falta. de acreditar. assim, encheu-se de coragem, e seguiu para mais um dia. mas esse não era um dia comum. era o dia em que ela voltara a viver. mais uma vez entrava em paz com sua vida...

por juliana pelegrini às (13:22)
Diz aí:
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lunedì, febbraio 9

dia mais bunda esse...

por juliana pelegrini às (16:31)
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giovedì, febbraio 5

sempre acreditei que felicidade somente é completa quando se divide, quando os que vivem em sua volta compartilham dela.
Eu era a boazinha da turma. Em casa, sempre deixava o último pedaço, pois sabia que alguém iria querer. Nunca consegui ser apegada às minhas coisas. Acabava concordando sempre, só para não entrar em discussão. Nunca soube dizer não.
Hoje é quinta-feira, dia em que a maioria das pessoas se encontra para bater papo e tomar um choppinho (sim, sou paulista viu belo!), e isso realmente nunca me incomodou. Acontece que hoje incomoda. Me incomoda que meu telefone toque somente para resolver problemas alheios. Me incomoda ter que esperar para tocar minha vida em frente. Me incomoda não conseguir dormir. Me incomoda viver chorando escondido, e ter que sorrir para não preocupar quem amo. Me incomoda saber que estou sozinha, em frente a uma máquina que nada sente, tomando uma cerveja e fingindo estar tudo bem. Me incomoda viver longe de você.
Me sinto cansada de esperar. Cansada de chorar. cansada de querer.
Ao mesmo tempo em que tudo isso me revolta, quando me lembro da felicidade do pequeno entrando na escola com sua mochilinha do "bob esponja tia jui", ou de minha mãe aliviada quando digo que tudo vai ficar bem, as coisas voltam a seus lugares, e percebo que o que realmente importa (pelo menos para mim), é que eles sejam felizes, porque dessa maneira, eu também o sou.
Assim sendo meus queridos e queridas, peço que desconsiderem o lado dramático da cousa, levem em consideração que é semana TPM descontrol, e de que aguardo uma resposta que poderá mudar todo esse quadro holywoodiano de uma vez por todas.
Aliás, amanhã é um novo dia. Sempre é...

UPDATE: eu odeio maiúsculas!

por juliana pelegrini às (21:04)
Diz aí:
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martedì, febbraio 3

almost

giving
up...


por juliana pelegrini às (18:04)
Diz aí:
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||| That´s me...

Eu sou: chata
Me magoa: palavras duras
Eu amo: coca cola, pileque leve, beijo na boca e cafuné
Eu quero: v o c ê
Eu odeio: a vida como ela é... (realidade)
Eu choro: um monte
Eu temo: que a gente deixe passar as oportunidades...
Eu espero: acontecimentos...
Eu gasto: compulsivamente
Eu falo: muito pouco (teclo melhor do que falo)
Eu quebro: minhas unhas (sempre)
Eu lembro: de tudo. Eu não esqueço nada.
Eu durmo : e sonho com você
Eu escondo: que tenho medos...
Eu dirijo: minha frustração...
Eu queimo: calorias, neurônios
Eu respiro: vida...
Sinto saudades: de como você era
Eu sei: quase nada
Eu sonho: exagerada e loucamente
Eu morro: de amor
Estou ouvindo: maxwell, enya, leann rymes, luna, norah jones, pedro mariano (amo), djavan (amo tb)
Amanhã eu vou: viver (de verdade...)
Vou falar com: alguém
Vou beijar: v o c ê
Icq: 176492568



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||| Meu Passado




Não, meu coração
não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
Por isso freqüento os jornais, me exponho
cruamente nas livrarias:
Preciso de todos.



por onde anda o coração


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