enquanto a mamãe de primeira viagem se vê as voltas com fraldas, mamadas na madrugada, olhinhos bem abertos quando é hora de dormir, ficam algumas fotinhas da pequena e um texto do paizão.
beijos a todos.
*
Bem Vinda
Quando ela nasceu, eu falei bem baixinho em seus ouvidos: Bem vinda ao mundo, menina. Mas falei bem baixinho mesmo, temeroso que o mundo realmente pudesse ouvir. Parece egoísta, eu sei, querer que ela vivesse no meu mundo particular por somente alguns instantes, mas às vezes esses instantes são as coisas mais bonitas de se guardar.
Eu nunca pensei que pudesse querer proteger alguém do mundo lá fora, sempre fui adepto do lema viva e deive viver. Eu sempre acreditei que as feridas causadas são necessárias para o crescimento, e minha parte (ainda) racional não mudou de opinião: as cicatrizes que mostramos são batalhas que vencemos, e que apesar de terem tirado um pedaço da gente, acrescentaram algo que nada além do mundo pode te dar: experiência.
Mas vendo a pele dela tão fina, tão clara, tão limpa do mundo, algo dentro de mim mudou. O amor que se sente pelos filhos não vem aos poucos, crescendo como todo amor que julgava conhecer. Ele queima branco, quente, não cresce. Ele nasce imenso.
Quando a peguei no colo pela primeira vez, depois de limpa, pesada, com roupas quentes e confortáveis, essa necessidade de proteção em mim não desapareceu. Ela cabe deitada no meu antebraço, e ainda não vê o mundo com todas as cores que um dia vai conhecer. E mesmo quando conhecer as cores, quando só couber em um abraço, quando desejar ver o mundo que suspira baixinho a saudade de uma vida que ainda não aconteceu, ainda sentirei a mesma coisa, a mesma necessidade.
De protegê-la com unhas, dentes e tudo mais que eu tiver ao alcance de minha mão.
Então hoje eu disse um pouco mais alto em seus ouvidos: bem vinda ao mundo, menina. E um pouco mais alto disse ao mundo: tome cuidado com o que faz. Posso não estar sempre preparado, mas em tudo que puder fazer, vou te vigiar.
Bem vinda ao mundo, Alice. Seu pai te ama, e nunca vai deixar de te proteger.
ADOLFO COLEN
FOTOS RETIRADAS
por juliana pelegrini às (11:19) Diz aí:
diga aqui também...
||| That´s me...
Eu sou: chata
Me magoa: palavras duras
Eu amo: coca cola, pileque leve, beijo na boca e cafuné
Eu quero: v o c ê
Eu odeio: a vida como ela é... (realidade)
Eu choro: um monte
Eu temo: que a gente deixe passar as oportunidades...
Eu espero: acontecimentos...
Eu gasto: compulsivamente
Eu falo: muito pouco (teclo melhor do que falo)
Eu quebro: minhas unhas (sempre)
Eu lembro: de tudo. Eu não esqueço nada.
Eu durmo : e sonho com você
Eu escondo: que tenho medos...
Eu dirijo: minha frustração...
Eu queimo: calorias, neurônios
Eu respiro: vida...
Sinto saudades: de como você era
Eu sei: quase nada
Eu sonho: exagerada e loucamente
Eu morro: de amor
Estou ouvindo: maxwell, enya, leann rymes, luna, norah jones, pedro mariano (amo), djavan (amo tb)
Amanhã eu vou: viver (de verdade...)
Vou falar com: alguém
Vou beijar: v o c ê
Icq: 176492568
|